Chaves é Chaves. Portanto (é portanto mesmo), Chaves é uma das melhores coisas já criadas e das ainda não criadas. Quem não gosta, vai cagar.
Estava pensando um dia desses nessa nova moda das pessoas de modificar um pouquinho o nome da função que exercem pra deixá-la mais chique. Não sei bem o motivo mas deve ser porque se sentem constrangidas por dizer, por exemplo, que são “secretária”, “ gari” ou que ganham a vida limpando a casa dos outros. Dá até pra entender isso, pelo fato de que esse tipo de serviço é desprezado hoje em dia, como se não fosse tão importante como qualquer outro trabalho. Mas o ponto não é esse... o que importa é que as pessoas disfarçam o nome e isso fica bem engraçado. Um pouco depois de pensar nessas coisas fui assistir Chaves e por coincidência Seu Madruga mandou mais uma de suas inesquecíveis pérolas. Todo mundo sabe que ele é o cara mais injustiçado do mundo. Já trabalhou de tudo e mesmo assim é chamado de preguiçoso e vagabundo. Só alguns exemplos: vendedor de churros, leiteiro, pedreiro, pintor, carpinteiro, empresário de artistas internacionais (os caras do IOIO), sapateiro, vendedor de balões, cabeleireiro, lutador de boxe, jogador de boliche, toureiro, velho do saco e muitas outras coisas. No episódio em que ele trabalha como velho do saco (justamente o que assisti), a Dona Florinda tenta humilhá-lo, depreciando seu trabalho. Ele responde brilhantemente: em primeiro lugar: não existe um mau trabalho, o mau é ter que trabalhar... em segundo lugar: não vendo coisas velhas, sou um agente especializado em compra e venda de artigos para o lar.
Outro dia saiu um artigo na Piauí com o diário da vida de uma mulher (muito gente-boa por sinal) que trabalha como faxineira numa pensão de um fundo social no Rio de Janeiro. Quando comentou sobre seu trabalho ela o definiu como: auxiliar de serviços gerais. Genial, neh?! Afinal, ela não tem o direito de escolher onde trabalhar, ganha pouco e ainda tem que pegar ônibus lotado todo dia. Pelo menos tem o direito de dar a merda do nome que quiser pro serviço.
Pra terminar... um dia desses, estudando aqui em casa, vi umas das melhores pérolas de todos os tempos. No livro de biologia dizia: “a contração da musculatura abdominal, combinada ao relaxamento dos músculos esfíncteres anais, permite a expulsão das fezes, processo denominado defecação.
Nunca, em toda minha vida, pensei que o ato de cagar fosse uma coisa tão bonita.
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Viva Edson Marques!!!
Quando encontrarem coisas muito boas por aqui podem saber que não são minhas. Essa é uma delas:
Eu te amo quando não preciso mais dizer te amo.
Eu te amo quando te deixo partir ou ficar - conforme você queira.
Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.
Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha.
Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só.
Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões.
Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias.
Eu te amo quando aplaudo sempre os teus desejos de voar.
Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é o câncer do amor.
Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que era quando eu te conheci.
Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.
Edson Marques
Eu te amo quando não preciso mais dizer te amo.
Eu te amo quando te deixo partir ou ficar - conforme você queira.
Eu te amo quando reconheço teu Direito de Fazer Escolhas.
Eu te amo quando respeito tua própria liberdade tanto quanto a minha.
Eu te amo quando compreendo tua vontade de às vezes ficar só.
Eu te amo quando não te sufoco com chiliques ou pressões.
Eu te amo quando ponho afeto entre as nossas distâncias.
Eu te amo quando aplaudo sempre os teus desejos de voar.
Eu te amo quando me convenço de que o ciúme é o câncer do amor.
Eu te amo quando te ajudo a ser mais livre do que era quando eu te conheci.
Eu te amo quando a recíproca a tudo isso também é verdadeira.
Edson Marques
sábado, 21 de junho de 2008
Propaganda Enganosa
Propaganda
é a “arte” de fazer
acreditar
que não se pode viver sem aquilo
que na verdade é totalmente
insignificante.
“Arte” de tornar o fútil,
imprescindível.
é a “arte” de fazer
acreditar
que não se pode viver sem aquilo
que na verdade é totalmente
insignificante.
“Arte” de tornar o fútil,
imprescindível.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
O verdadeiro Patch Adams

Eu sei que todo mundo têm muito o que fazer, ou pelo menos acha que têm, mas não poderia deixar de fazer essa indicação. Semana passada estava em São Paulo andando pelo Extra e encontrei sem querer o filme “Patch Adams – O amor é contagioso” e, claro, comprei. Já tinha assistido algumas vezes mas queria tê-lo em casa. Depois de assistir fui procurar na internet se havia informações sobre o verdadeiro Patch Adams e encontrei no youtube uma série de vídeos de uma entrevista que ele deu para o programa Roda Viva, da TV Cultura. Acabei descobrindo que o personagem do filme, interpretado por Robin Willams, é apenas a caricatura do verdadeiro Patch e que o filme é muito bom mas bem pobre se analisarmos tudo que Patch busca e acredita.
Num mundo absurdo, desumano, desonesto, inescrupuloso, mentiroso e capitalista (não só o sistema capitalista mas a mente mesquinha e individualista) ele é “um tapa na cara” de todos nós que vivemos nossas vidas em busca de satisfação pessoal, felicidade individual e bens particulares.
O ser humano conseguiu se enganar e achar que realmente será mais feliz se conseguir juntar o máximo de dinheiro possível. Foi levado desconfiar de todos os outros seres humanos ao ponto de se distanciar cada vez mais deles para se sentir seguro. Se iludiu ou foi iludido e acredita que o sistema é imutável, que essa é a única maneira de se viver e que não há possibilidade de melhora. Patch nos faz ver que se isso for realmente verdade o melhor é nos destruirmos o mais rápido possível para evitar sofrimentos maiores. Se essa é a realidade nosso destino é um fim horrível.
É engraçado ver as crianças e como elas se comportam. Sua inocência mostra o que estamos fazendo com elas. Crianças de 5 ou 6 anos já sabem muito bem o que querem ser e ter quando forem maiores. É interessante quando vejo meus vizinhos ( meninos entre 6 e 8 anos) admirarem carros que eles vêem nos filmes. Só querem usar roupas das marcas que os amiguinhos gostam e que passam na TV. Gostam dos Bad Boys da TV que sempre têm meninas por perto, dinheiro fácil, carros legais e uma vida divertida. As meninas fazem o mesmo, o que muda são só os tipos de desejos.
É engraçado ver as crianças e como elas se comportam. Sua inocência mostra o que estamos fazendo com elas. Crianças de 5 ou 6 anos já sabem muito bem o que querem ser e ter quando forem maiores. É interessante quando vejo meus vizinhos ( meninos entre 6 e 8 anos) admirarem carros que eles vêem nos filmes. Só querem usar roupas das marcas que os amiguinhos gostam e que passam na TV. Gostam dos Bad Boys da TV que sempre têm meninas por perto, dinheiro fácil, carros legais e uma vida divertida. As meninas fazem o mesmo, o que muda são só os tipos de desejos.
Na verdade nós os fazemos acreditar que isso é o melhor da vida. A TV, o rádio, os outdoors, as propagandas, as músicas, os filmes e principalmente nossas atitudes dizem isso. Conseguimos acreditar e fazê-los acreditar que devemos ser como Donald Trump, Bill Gates ou Carlos Slim Helú. Só tem um problema nisso. Se cada um de nós tiver as prioridades que esses homens têm, nosso fim vai passar de horrível para catastrófico. É melhor procurar nos espelhar em outro tipo de pessoas. Patch Adams, Gandhi , Jesus Cristo, Albert Schweitzer e Einstein são algumas delas.
domingo, 15 de junho de 2008
A Burrice é Hereditária?
Um dia típico de trabalho. Também típico foi o trabalho até a hora do almoço. Mas foi depois do almoço que aconteceu o inesperado. A energia acabou. Não dava pra trabalhar mais. “Que pena”, “Nossa!!! O que fazer agora?”, “Não tem como trabalhar” e etc. Essas foram nossas exclamações. Claro, tínhamos que fingir que não gostamos de ter faltado energia. Eu voltei pra minha casa, que fica a uns 100 metros da empresa. Sem pensar muito fui correndo pra sala e tentei ligar o video- game. Para o meu espanto ele não ligou. E para minha infelicidade minha mãe viu minha burrice de tentar ligar o video-game mesmo sabendo que não tinha energia. E ela, é claro, se aproveitou disso e, é claro também, começou a rir.
Fui pro meu quarto... sem energia não há o que fazer na sala. Entrei no quarto e automaticamente apertei o interruptor. Para minha surpresa a luz não acendeu e para minha infelicidade minha mãe viu isso também. Da mesma maneira riu e fez comentários não muito agradáveis sobre minhas (não muito inteligentes) atitudes.
Continuei no quarto. Mesmo sem energia aquele era meu quarto, um lugar só meu, onde tudo estava sob meu controle. Se tudo estava sob meu controle por que não ligar o computador e usar a internet? Foi o que eu fiz, ou melhor, tentei fazer. Por algum motivo, talvez pela falta de energia (será?), o computador não ligou. Para minha surpresa. Para minha infelicidade, minha mãe passava por ali e notou esse pequeno deslise. Dessa vez ela tinha que falar algo: Nossa! Parece que não sabe viver sem energia. Como pode?! E mais aqueles outros tipos de repreensão de todas as mães. Eu fui forte, ouvi calado as risadas, agora acompanhadas pelas risadas da minha irmã.
Não passou muito tempo, vejo minha mãe inquieta. Fui ver o que acontecia. Para minha surpresa ela estava esperando o ferro esquentar para passar roupa. Para infelicidade DELA, o ferro não esquentou e eu percebi isso.
Fui pro meu quarto... sem energia não há o que fazer na sala. Entrei no quarto e automaticamente apertei o interruptor. Para minha surpresa a luz não acendeu e para minha infelicidade minha mãe viu isso também. Da mesma maneira riu e fez comentários não muito agradáveis sobre minhas (não muito inteligentes) atitudes.
Continuei no quarto. Mesmo sem energia aquele era meu quarto, um lugar só meu, onde tudo estava sob meu controle. Se tudo estava sob meu controle por que não ligar o computador e usar a internet? Foi o que eu fiz, ou melhor, tentei fazer. Por algum motivo, talvez pela falta de energia (será?), o computador não ligou. Para minha surpresa. Para minha infelicidade, minha mãe passava por ali e notou esse pequeno deslise. Dessa vez ela tinha que falar algo: Nossa! Parece que não sabe viver sem energia. Como pode?! E mais aqueles outros tipos de repreensão de todas as mães. Eu fui forte, ouvi calado as risadas, agora acompanhadas pelas risadas da minha irmã.
Não passou muito tempo, vejo minha mãe inquieta. Fui ver o que acontecia. Para minha surpresa ela estava esperando o ferro esquentar para passar roupa. Para infelicidade DELA, o ferro não esquentou e eu percebi isso.
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